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Canal CLIMA da UNESP Ilha Solteira - Área de Hidráulica e Irrigação

 

FAQS - PERGUNTAS OU DÚVIDAS MAIS FREQUENTES

 

O que é o Canal CLIMA da UNESP Ilha Solteira?

Lançado oficialmente em 01 de janeiro de 2011, é um dos canais de comunicação oferecidos pela Área de Hidráulica e Irrigação da UNESP Ilha Solteira, onde as variáveis agrometeorológicas obtidas pelas estações automáticas que compõem a Rede Agrometeorológica do Noroeste Paulista são disponibilizadas aos interessados. Surgiu inicialmente da necessidade de estimar a evapotranspiração de referência aos irrigantes para que os mesmos possam fazer o adequado manejo da aplicação da água à suas culturas, ou seja, aplicar água no momento e na quantidade adequada às culturas, aumentando a eficiência do uso da água, a lucratividade e a preservação dos recursos hídricos. Em base histórica, o conhecimento da evapotranspiração de uma região serve para que sistemas de irrigação sejam adequadamente projetados, ou seja, deve atender as necessidades de água das culturas, mas também não deve ser super-dimensionado, o que elevaria os investimentos necessários para a sua implantação.
O Canal CLIMA da UNESP Ilha Solteira é alicerçado em um grande banco de dados climáticos e também serve como subsídio para diferentes pesquisas, tanto aos Pesquisadores da UNESP, como de qualquer outra instituição que queira trabalhar com as variáveis climáticas do noroeste paulista. Consultores também podem se valer dos dados fornecedos pela UNESP para realizar análises climáticas e/ou estudos para licenciamento ambiental de empreendimentos na região.


Como o Canal CLIMA da UNESP Ilha Solteira é estruturado? Que tipo de dados estão disponíveis?

O Canal CLIMA da UNESP Ilha Solteira é dividido em três núcleos básicos de busca e acesso: (A) é possível definir a estação agrometeorológica e acompanhar em gráficos e tabelas tudo o que acontece na região em que ela está inserida; (B) é permitido ao internauta acessar toda a base histórica e ainda fazer comparações entre as variáveis climáticas e ainda cálculos no banco de dados e (C) acesso aos produtos oferecidos, que são gráficos e mapas de acompanhamento em tempo real de todas as estações e as principais variáveis climáticas, tais como temperatura, umidade do ar, velocidade e direção do vento, chuva, evapotranspiração, pressão atmosférica e radiação global e líquida.
Também são disponibilizadas a evaporação e evapotranspiração do Tanque Classe A, a insolação (número de horas de brilho solar diária), vento máximo, dias de chuva maior que 10mm, número de dias sem chuva, eventos extremos do dia, do dia anterior e da história da estação, histórico de maior seca e gráficos customizados.
Baseado em informações do Canal CLIMA da UNESP Ilha Solteira, o Boletim do Tempo é publicado no Blog da Área de Hidráulica e Irrigação da UNESP Ilha Solteira em http://irrigacao.blogspot.com.


Como surgiu o Canal CLIMA da UNESP Ilha Solteira?

O projeto “Modelagem da Produtividade da Água em Bacias Hidrográficas com Mudanças de Uso da Terra”, financiado pela Fapesp (Processo 2.009/52.467-4) teve por objetivo introduzir estudos que combinam sensoriamento remoto e o conceito de rede de estações agrometeorológicas para estudos de evapotranspiração em escala regional, até então inexistente na região. Nesta conceito, ao rodar os modelos, as informações climáticas obtidas pelas estações não entrariam com valores estanques e sim, com mais um plano de informação obtido por interpolação, onde cada pixel teria um valor diferenciado. Para tanto, foi implantada a Rede Agrometeorológica do Noroeste Paulista, e seus dados e informações disponibilizados no Canal CLIMA da UNESP Ilha Solteira. Assim, o Canal CLIMA da UNESP Ilha Solteira, além de proporcionar informações climáticas para o desenvolvimento das pesquisas tem um forte componente de extensão, com os dados das estações agroclimatológicas disponibilizadas pela UNESP Ilha Solteira, tanto em tempo real, como a base histórica, permitindo uma infinidade de aplicações, cada dia mais relevante face às mudanças climáticas e eventos extremos cada vez mais frequentes.
O projeto “Modelagem da Produtividade da Água em Bacias Hidrográficas com Mudanças de Uso da Terra” é uma parceria entre a UNESP Ilha Solteira e a EMBRAPA Semi árido (Petrolina) e tem como Coordenadores Fernando Braz Tangerino Hernandez pelo lado paulista e Antônio Heriberto de Castro Teixeira pelo lado pernambucano.
O primeiro trabalho técnico utilizando sensoriamento remoto para a estimativa da evapotranspiração no noroeste paulsita foi "Avaliação preliminar do modelo SEBAL para a estimativa da distribuição espacial da evapotranspiração em áreas irrigadas no noroeste paulista" de Fernando Braz Tangerino Hernandez, Christopher Neale, Saleh Taghvaeian e Antônio Heriberto de Castro Teixeira.


O que é a Rede Agrometeorológica do Noroeste Paulista?

É um conjunto de estações agrometeorológicas automáticas, em número de oito, instaladas no noroeste paulista e monitoram as variações do tempo à intervalos de 10 segundos (tempo de varredura) cuja finalidade é subsidiar projetos de pesquisa e trabalhos ligados à agricultura irrigada e ambiental. Tem no Canal CLIMA da UNESP Ilha Solteira sua parte mais visível, onde qualquer internauta pode acessar os dados, em tempo real ou em base histórica.


O que é evapotranspiração?

A perda de água do solo por evaporação e pela planta por transpiração para atmosfera. Esses dois processos ocorrem concomitantemente e, devido à sua necessidade de mensuração (ou estimação), denominou-se evapotranspiração. É um indicador de quanto de água é necessária pelas culturas, árvores, jardins, campos esportivos para seu crescimento saudável e elevadas produtividades.


O que é evapotranspiração de referência - ETo?

É a perda de água do solo por evaporação e por transpiração de uma planta padrão ou de referência, grama batatais ou alfafa, cuja perda de água depende apenas das variáveis climáticas. Na estimativa da evapotranspiração de referência a Área de Hidráulica e Irrigação da UNESP Ilha Solteira usa a grama como padrão. O Canal CLIMA da UNESP Ilha Solteira estima a evapotranspiração pelo método do Tanque Classe A (ETo-TCA) e por Penman-Monteith (ETo PN-M) e estima a radiação líquida a partir da radiação global. Portanto, os dados de radiação líquida disponibilizados são usados para fins de pesquisa específica e não para a estimativa da evapotranspiração de referência (ETo).


O que é evapotranspiração da cultura - ETc?

É a perda de água do solo por evaporação e por transpiração de uma planta cultivada ou de interesse e este valor varia em função das variáveis climáticas e da fase fenológica da cultura. Na prática e o produto da ETo pelo coeficiente de cultura, que representa o consumno de água em cada fase da cultura, ou seja: ETc = ETo x Kc.

Como calcular a evapotranspiração de referência - ETo?

Existem dezenas de equações para estimar a ETo, que exigem diferentes variáveis climáticas, desde as mais simples até a mais precisa, a equação de Penman-Monteith (ETo PN-M) que depende de todas as variáveis climáticas, nem sempre disponíveis, pois exigem equipamentos de elevado investimento. As bibliografias de referência sobre o tema são:
ALLEN, R.G.; PEREIRA, L.S.; RAES, D.; SMITH, M. Crop evapotranspiration - Guidelines for computing crop water requirements. Roma: FAO Irrigation and Drainage, Paper 56, 1998. 297p.
ALLEN, R.G.; WRIGHT, J.L.; PRUITT, W.O.; PEREIRA, L.S.; JENSEN, M.E. Water requirements. In: HOFFMAN, G.J.; EVANS, R.G.; JENSEN, M.E.; MARTIN, D.L.; ELLIOT, R.L. (Ed.) Design and operation of farm irrigation systems. St. Joseph: ASABE, 2a. Edição, 2007. p.208-288. ISBN 1-892769-64-6
DOORENBOS, J.; KASSAM, A.H. Efeito da água no rendimento das culturas. Campina Grande: UFPB, Estudos FAO Irrigação e Drenagem, n.33, 1994. 306p. (Tradução de H.R. GHEYI).
DOORENBOS, J.; PRUIT, W.O. Crop water requeriment. Roma: FAO, 1975. 159p. (Irrigation and Drainage Paper, n.24.)

Existem softwares que fazem o cálculo da ETo e o REF-ET (University of Idaho) e o SMAI (UNESP), são alguns destes. Ambos são gratuitos.


O que faz o software SMAI e onde adquiri-lo? É gratuito?

O SMAI - Sistema para Manejo da Agricultura Irrigada é um software totalmente gratuito com uma plataforma bastante amigável e que tem por finalidade automatizar e simplificar o cálculo da Evapotranspiração de Referência diária pelo método Penman-Monteith, de forma a facilitar e padronizar a obtenção direta dos dados para o manejo da irrigação. O cálculo exige um alto nível de abstração em suas etapas e um conhecimento técnico específico. O software pode ser usado como uma ferramenta de auxílio para pesquisa acadêmicas ou até mesmo na extensão rural, como base para o manejo da agricultura irrigada. O usuário tem a possibilidade de calcular a evapotranspiração diária individualmente ou em lote. O SMAI foi lançado oficialmente em novembro, durante o Congresso Nacional de Irrigação e Drenagem (Conird), pode ser aplicado em qualquer tipo de cultura irrigada e está disponível para download aqui no Canal CLIMA da UNESP Ilha Solteiraem http://clima.feis.unesp.br/smai. Seus autores são Jean Carlos Quaresma Mariano, Fernando Braz Tangerino Hernandez, Gilmar Oliveira Santos e Antonio Heriberto de Castro Teixeira e foi também concebido como parte do projeto “Modelagem da Produtividade da Água em Bacias Hidrográficas com Mudanças de Uso da Terra”. A base teórica está publicada nos Anais do XXI CONIRD.

A base de dados de Ilha Solteira é a mais antiga, anterior aos dataloggers, e um pirâmetro é um dos sensores mais caros. Com que radiação solar global se estimou a evapotranspiração de referência quando a estação Ilha Solteira era analógica?

Até 18 de fevereiro de 2.000, a estação ILHA SOLTEIRA operou com equipamentos analógicos (termômetros de máxima, mínima, bulbo úmido e bulbo seco, heliógrafo, Tanque Classe A, anemômetro totalizador e pluviômetro - VER "Lista de Estações), sendo a evapotranspiração de referência (ETo) estimada pelo método de Penman-Monteith (Allen et al, 1998), com a radiação global estimada a partir da insolação (número de horas de brilho solar) medida pelo heliógrafo.
A equação utilizada foi a determinada no artigo: SANTOS, R.A.; HERNANDEZ, F.B.T.; FIORAVANTI, C.D.; LIMA, R.C.; VALÉRIO FILHO, W.V. Estimativa da radiação solar global diária em Ilha Solteira, São Paulo. In: CONGRESSO BRASILEIRO DE ENGENHARIA AGRÍCOLA, XXXII, Goiânia, 28 de julho a 01 de agosto de 2003. CD-Rom.
A partir de março de 2.000, a evapotranspiração passou a ser estimada pela radiação solar global medida no piranômetro. TODAS as demais estações tiveram a ETo estimada partir da radiação global medida em piranômetros.

Umidade Relativa do Ar - AR SECO FACILITA AS DOENÇAS CONTAGIOSAS?

A baixa umidade do ar, que vem trazendo desconforto à população atualmente, pode também favorecer o aparecimento de um maior número de casos de doenças contagiosas adquiridas por vias respiratórias, inclusive doenças virais.
Pessoas que não foram vacinadas contra catapora, rubéola, coqueluche, caxumba e sarampo, por exemplo, estão mais expostas a essas doenças.
Quando o ar está muito seco, o nariz das pessoas também deixa úmido como deve ser e perde parte de sua capacidade de filtrar as partículas inaladas. Isso facilita a entrada de vírus e outros microorganismos indesejáveis.
Segundo a pediatra Esther Laudanna, as meningites virais também podem acabar acometendo pessoas com baixa capacidade imunológica que respirem uma grande quantidade de vírus.

PREVENÇÃO
No entanto, segundo Esther, alguns cuidados são fundamentais para evitar os contágios. Esses cuidados valem também para diminuir os riscos de doenças respiratórias e alérgicas, como rinite, asma, bronquite e pneumonia, comuns em momentos de baixa umidade do ar e alto índice de poluição. Essas circunstâncias permitem também o aumento de casos de conjuntivite.
Os mais afetados pelos efeitos da baixa umidade na saúde são principalmente as crianças e os idosos.
A recomendação é de que as pessoas lavem o nariz, de duas em duas horas, com soro fisiológico ou água filtrada. Além disso, é importante tomar muita água para manter o organismo hidratado. Também, fumar em casas ou outros ambientes fechados é um crime, principalmente em dias muito quentes. (Folha de São Paulo, 02 de setembro de 1999, p.3.3)

Quais os CUIDADOS com as descargas elétricas (raios)?

  • Evite se esconder sob árvores isoladas ou próximo a estruturas altas (como antenas)
  • Se estiver em local aberto fique de joelhos
  • Procure a segurança de uma casa ou de um carro fechado
  • Evite entrar no mar, em rios ou em piscinas
  • Afaste-se de janelas e portas abertas
  • Não utilize equipamentos eletrônicos
  • Fique fora da banheira ou do chuveiro

Os Internautas se interessam por estas informações climáticas?

Sim, é cada vez maior o interesse da população, não somente técnicos, por temas ligados ao tempo e ao clima e pode-se comprovar isso pelo crescente acesso ao Canal CLIMA da UNESP Ilha Solteira, lançado oficialmente em 01 de janeiro de 2011. A Área de Hidráulica e Irrigação da UNESP Ilha Solteira acredita no valor da informação da transparência de ações e das atividades executadas e assim torna público a estatítsica de acesso de seus canais de comunicação e os relatórios de acesso e interesse podem ser ser conhecidos pressionando AQUI!


Quais são os outros canais de comunicação da Área de Hidráulica e Irrigação da UNESP Ilha Solteira?

A Área de Hidráulica e Irrigação da UNESP Ilha Solteira acredita que dados - especialmente os provenientes da pesquisa - devem ser transformados em informação para que a sociedade possa se servir destes e assim constituiu um conjunto de mídias para a transferência de tecnologia e informação, baseada na Rede Mundial de Computadores, Web ou Internet:
Canal da IRRIGAÇÃO: é a mais antiga mídia e divulga com os artigos técnicos e demais atividades executadas pela Área de Hidráulica e Irrigação da UNESP Ilha Solteira
BLOG: de maneira mais informal é publicado o Boletim do Tempo e demais informações que envolvem a agricultura irrigada e os temos ligados ao ensino, pesquisa e extensão.
Canal no You Tube: videos complementam as informações divulgadas de maneira escrita nos outros canais.
IRRIGA-L (Grupo de discussão em agricultura irrigada): centenas de profissionais ligados à agricultura irrigada estão cadastrados e podem trocar informações e dúvidas via correio eletrônico com os membros do Irriga-L.


Ainda tenho dúvidas, como posso entrar em contato com a Área de Hidráulica e Irrigação da UNESP Ilha Solteira?

Se você ainda tem dúvidas e gostaria de entrar em contato com a Área de Hidráulica e Irrigação da UNESP Ilha Solteira, colocamos à sua disposição vários outros meios de comunicação, escolha AQUI, o mais conveniente para você, imcluindo a nossa localização.